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Mostrando postagens com o rótulo Verdade e Validade

3º Ano - Ensino Médio - Noturno - Filosofia - Verdade e Validade.

LEIBNIZ  1646 — 1716   Foi um proeminente polímata e filósofo alemão e figura central na história da matemática e na história da filosofia. Sua realização mais notável foi conceber as ideias de cálculo diferencial e integral, independentemente dos desenvolvimentos contemporâneos de Isaac Newton.  Em filosofia, Leibniz é mais conhecido por seu otimismo, por sua conclusão de que nosso universo é, num sentido restrito, o melhor de todos os mundos possíveis que Deus poderia ter criado. Essa ideia muitas vezes foi satirizada por outros filósofos, como Voltaire. Leibniz, juntamente com René Descartes e Baruch Spinoza, foi um dos três grandes defensores do racionalismo no século XVII. O trabalho de Leibniz antecipou a lógica moderna e a filosofia analítica, mas sua filosofia também remete à tradição escolástica, na qual as conclusões são produzidas aplicando-se a ra...

2º Ano - Ensino Médio - Noturno - Filosofia - Verdade e Validade.

PEDRO ABELARDO  (1079 – 1142)  “Para Deus, não importa o que fazemos, mas com qual intenção o fazemos.”  A frase “a dúvida nos leva à pesquisa e através dessa conhecemos a verdade” é um dos princípios de Abelardo que direciona tanto seus pensamentos filosóficos como teológicos. O filósofo parte dessa ideia inicial para formar e fundamentar o seu raciocínio crítico. A dúvida é onde começa o caminho para a pesquisa, é uma frequente interrogação que nos leva a um exame mais aprofundado das questões que nos interessam. Através da dúvida o filósofo Abelardo emprega um caráter científico às suas investigações.  A dialética é para Abelardo muito mais do que um discurso feito de forma habilidosa, ela é o instrumento que ajuda a distinguir com clareza o verdadeiro do falso. Seguindo regras lógicas ela vai conseguir determinar se o discurso científico é verdadeiro ou é falso. Abelardo pretende utilizar o vigor da dialética nos estudos e nas argumentações teológicas para descob...

3º Ano - Ensino Médio - Noturno - Filosofia - Verdade e Validade.

OS SOFISTAS  O século de Péricles (V a.C.) constitui o período áureo da cultura grega, quando a democrática Atenas desenvolve intensa vida cultural e artística. Os pensadores do período clássico, embora ainda discutam questões referentes à natureza, desenvolvem o enfoque antropológico, abrangendo a moral e a política.  Os sofistas vivem nessa época, e alguns deles são interlocutores de Sócrates. Os mais famosos sofistas foram: Protágoras, de Abdera (485-411 a.C.); Górgias, de Leôncio, na Sicília (485 -380 a.C.); Hípias, de Elis; e ainda Trasímaco, Pródico, Hipódamos, entre outros.  Tal como ocorreu com os pré-socráticos, dos sofistas só nos restam fragmentos de suas obras, além das referências - muitas vezes tendenciosas - feitas por filósofos posteriores.  A palavra sofista, etimologicamente, vem de sophos, que significa “sábio”, ou melhor, “professor de sabedoria”.  Posteriormente adquiriu o sentido pejorativo de “homem que emprega sofismas”, ou seja, alguém q...

2º Ano - Ensino Médio - Noturno - Filosofia - Verdade e Validade.

Dogmatismo  Dogmatíkós, em grego, significa” que se funda em princípios” ou “relativo a uma doutrina”.  Dogmatismo é a doutrina que o homem pode atingir a certeza. Filosoficamente é a atitude que consiste em admitir que a razão humana tenha a possibilidade de conhecer a realidade.  Do ponto de vista religioso, chamamos dogma a uma verdade fundamental e indiscutível da doutrina.  Na religião cristã, por exemplo, há o dogma da Santíssima Trindade segundo o qual as três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) não são três deuses, mas um. Deus é uno e trino. Não importa se a razão não consegue entender, já que é um princípio aceito pela fé e o seu fundamento é a revelação divina. Quando transpomos a ideia de dogma para o campo não -religioso, ela passa a designar as verdades não questionadas e inquestionáveis. Só que, nesse caso, não se estando mais no domínio da fé religiosa, o dogmatismo torna -se prejudicial. Já que o homem, de posse de uma verdade, fixa-se nela e abdic...

2º Ano - Ensino Médio - Noturno - Filosofia - Verdade e Validade.

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  Ao longo de toda História da Filosofia, percebemos que os pensadores procuram entender a realidade e por fim, como este entendimento conduz a vida de cada indivíduo. As únicas certezas que existem que atravessam todo o edifício do conhecimento é a realidade que nascemos (Somos/Existimos) e a certeza que um dia morreremos.  Os seres humanos, diferentes dos outros animais que vivem sob o determinismo natural, dá significado ao seu estar aí e na maioria dos pensamentos não aceita a finitude como resposta final. Por natureza, temos o instinto de auto sobrevivência, que inconscientemente zela pela preservação de nossas vidas a qualquer custo.  Portanto, pensar na Morte é apreciar e preservar a vida a qualquer custo, é o auto investimento no alto bem–estar. É ter consciência de si e dos outros. Heidegger, em sua obra, “O Ser e o tempo”, afirma que “a Morte não apenas pertence de forma não indiferente ao ser humano, como o reivindica em sua singularidade.” Portanto criamos o n...

2º Ano - Ensino Médio - Noturno - Filosofia - Verdade e Validade.

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Ser Livre  Quando pensamos na questão da liberdade, imaginamos uma gama quase infinita de possibilidades e claro, pensamos no “Preço” existente para tal. Ser livre é um atributo inato próprio do ser humano.  No entanto, apesar desta compreensão, não somos livres de fato.  Hegel afirma que: “O direito, a moral e o Estado, são a positiva liberdade (O projeto fundamental de vida) e satisfação da liberdade. O arbítrio singular não é liberdade.” (Philosophie de geschichte – “História da Filosofia” – Ed. Lesson, p. 90).  Na verdade, nossa compreensão de liberdade ocorre, dentro de uma gama de escolhas pré-selecionadas existentes em nossa realidade social. A partir do momento em que nascemos, não escolhemos a realidade sócio-familiar em que somos inseridos, muito menos a condição financeira, cultural e as demais esferas de fatores que determinam o nosso estar no mundo. A partir do momento que atingimos a maturidade física e pessoal, iniciamos um processo de seleção de todos...

2º Ano - Ensino Médio - Noturno - Filosofia - Verdade e Validade.

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 O “Eu” no Mundo  Quem sou eu?  Quando nos fazemos esta pergunta, é necessário considerar uma gama de fatores que participam do nosso processo de formação e evolução enquanto seres existentes no mundo.  Existir no mundo para Heidegger o ser humano é essencialmente possibilidade, ele pode no Ser escolher-se e conquistar-se ou se perder, ou seja, não conquistar-se ou conquistar-se só aparentemente. Ainda, segundo ele: “Sendo sempre eu, o poder ser (humano) é livre para autenticidade e inautenticidade, ou ainda para um modo de indiferença”. (Heidegger, M. O Ser e o Tempo, §9 e §45).  Portanto desde o nosso nascimento, estamos inseridos em um determinado contexto social, do qual , temos as bases iniciais do nosso processo de formação, adquirido pela cultura e desenvolvemos ao longo do tempo uma espécie de crivo, onde determinamos o que é presente em nosso Eu e o que torna-se um composto interno de nossa consciência, ou seja, aos poucos desmistificamos a nossa existê...

3º Ano Ensino Médio - Noturno - Filosofia - Verdade e Validade.

FIDES ET RATIO  O tratado entre Fé e Razão  Tomás de Aquino em sua Suma Teológica (1265 e 1273, afirma que a Fé e a razão, embora distintas, uma não se opõe a outra, cabendo à revelação certa primazia e à razão uma subordinação indireta, o que é justificável pela própria razão. Portanto, o conhecimento humano é processado de duas fontes:  • Natural — procede da capacidade natural da razão humana e cujo resultado é a filosofia, que tem suas leis e métodos próprios, possuindo o caráter de verdadeira ciência  • Sobrenatural — não procede da razão humana, mas da revelação divina. Estes dois tipos de conhecimento, o da razão e o da fé, possuem a mesma origem, que é Deus. Por isto não pode haver entre eles contradição intrínseca, pois são apenas modos diferentes de participação numa mesma verdade sendo evidente para o cristão que as relações entre ambos devem ser de subordinação do conhecimento racional ao obtido pela revelação.  Daí concluímos que o homem é dotado ...

2º Ano Ensino Médio - Noturno - Filosofia - Verdade e Validade.

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  A “República” é uma obra de Platão, que apresenta a ideia de um bom governante. Este deve ser sábio e deve administrar a polis para o bem de todos os cidadãos. Para tanto, este deve ser sábio, pois, segundo ele, o poder deve estar intimamente ligado ao conhecimento. O conhecimento da verdade mais profunda, proporcionado pelo uso da razão, liberto dos desejos e paixões pessoais, é a condição fundamental para que o governante tenha uma boa gestão. O livro todo é construído em forma de diálogos.  O Mito da Caverna é o diálogo entre Sócrates e Glauco. O Filósofo apresenta ao jovem Glauco os desafios do pensamento racional consciente diante das sombras ideológicas de verdades universais fechadas.  Ao apresentar essa Alegoria, Platão pretende elucidar a maiêutica Socrática e a condenação do mestre, por aqueles que tinham o conhecimento crítico, como ameaça a seu poder e status.  O verdadeiro sábio, é aquele que se liberta das convenções impostas, encara as consequências ...